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Universidade dos EUA cria inteligência artificial para programar software

22/10/2018


Uma ferramenta que aprende a programar software foi desenvolvida, por uma equipe de cientistas da computação da Universidade de Rice, nos EUA, com financiamento dos militares americanos e do Google.

Um artigo que descreve o desenvolvimento da BAYOU e os tipos de problemas que pode ajudar a resolver foi publicado, em inglês, no site gratuito arXiv.

Para criar a ferramenta, os cientistas alimentaram o código-fonte de cerca de 1.500 aplicações para Android, que chega a 100 milhões de linhas de código em Java, na rede neural da BAYOU, resultando numa Inteligência Artificial que pode programar outro software.

Se o código que a BAYOU leu incluía qualquer tipo de informação sobre o que faz, então a ferramenta também aprendeu como esses programas funcionam.

Essa informação contextual é o que permite que a Inteligência Artificial (IA) escreva softwares funcionais baseados em apenas algumas palavras-chave e informações básicas sobre o que o programador deseja.

Um instrumento como este pode tornar mais simples e mais intuitivo ensinar as pessoas a codificar, já que podem usar essa IA para gerar exemplos de código ou até para verificar o seu próprio trabalho.

Para os mais assustados, este (ainda) não é o momento em que a Inteligência Artificial se torna autorreplicante: a BAYOU apenas gera o que os pesquisadores chamam de "esboços” de um programa, relevantes para o que um programador está a tentar escrever.

Depois, os esboços ainda têm que ser organizados e podem ter que ser adaptados ao projeto em questão. Mesmo que a tecnologia seja inicial, representa um passo importante na procura por um programador de inteligência artificial, um objetivo de longa data para cientistas da computação.

Outras tentativas de criar algo parecido com a BAYOU exigiam mais orientações em direção ao tipo correto de código. Como essa IA consegue trabalhar com apenas algumas palavras-chave, é muito menos demorada e muito mais fácil de usar, no geral.

(Engenharia É - 13/10/2018)